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Miniaturas de cinema

Sempre se soube que o cinema imortalizou grandes atores e atrizes em filmes inesquecíveis. Também pode-se afirmar, com certeza, que, tão importantes como o elenco, os carros utilizados nas películas tiveram seus momentos de protagonista na tela, causando delírio na platéia. Mais que simples acessórios, as máquinas conquistaram seus espaços definitivamente na história da Sétima Arte.

Com os carros da Ford, isso não foi diferente.

Quem não se lembra da fuga alucinante de Memphis (Nicolas Cage) a bordo de um Ford Mustang Shelby GT 500 E  1967 (a "Eleanor"), perseguido pela polícia nas ruas de Los Angeles, no filme "60 Segundos"? Ou das corridas do Ford Mustang Fastback 1967 em "Velozes e Furiosos - Desafio em Toquio"? Ou o alucinado Mel Gibson pilotando o Ford Falcon V8 GB 1979 (o "Interceptor") numa caçada aos bandidos no deserto da Austrália, em "Mad Max 2"?  Ou da transformação do Ford Mercury Cruiser 1951 no "Greased Lightning", por Danny (John Travolta) e os mecânicos no filme "Grease"? Ou ainda corrida velocíssima do ator Will Smith, acelerando um Ford Mustang Shelby GT 500 2007, em "Eu sou a lenda"? E a cena da morte da famosa dupla de marginais Bonnie e Clyde (interpretados por Warren Beaty e Faye Dunaway, em "Uma rajada de balas"), metralhados dentro de um Ford V8 1934?

São muitas emoções, não há dúvidas. São cenas memoráveis. E que trago nas miniaturas dos mesmos carros que protagonizaram alguns dos principais filmes de cinema.

Confira algumas réplicas fordistas de carros de cinema:

 O inesquecível "Grease, nos tempos da brilhantina" traz os anos 50 e o carro Greased Lightning (este em escala 1:16 em resina), um Ford Mercury 1951 todo modificado por Danny (J. Travolta) e sua turma

 

  Este é o Interceptor, um Ford Falcon XB Coupe 1973 (escala 1:18 em resina), o aliado de Mel Gibson contra o crime em "Mad Max 2"

Um dos filmes mais emocionantes desta década é "Antes de Partir" (2008), um drama estrelado pelos monstros Jack Nicholson e Morgan Freeman. Os dois vivem os personagens Edward Cole (Nicholson) e Carter Chambers (Freeman), que descobrem que têm câncer e apenas um ano de vida; então resolvem fazer nesse curto período tudo o que não fizeram durante a vida toda - escrevem uma lista com os desejos mais inusitados, dentre os quais escalar o Monte Everest, pular de paraquedas, fazer uma tatuagem e dirigir um Ford Mustang Shelby GT 350 1965; esta é a réplica dele (em escala 1:38, feita de resina) e a do chaveiro (escala 1:64) presenteado a Chambers pelo neto dele. A cena da corrida entre os dois personagens é sensacional, e quem leva a melhor (claro) é o Ford.

Assista à cena da corrida entre Cole e Chambers

 O ator Will Smith está a bordo deste Ford Mustang Shelby GT 500 2007 (este em escala 1:18) em "Eu sou a lenda", que mostra um planeta Terra desabitado

  

 E que tal voar pelas ruas de Los Angeles em "60 Segundos"? Foi o que fez Memphis (Nicolas Cage) a bordo de sua Eleanor, um Ford Mustang Shelby GT 500 E 1967 (este em escala 1:18)

 

 Também sobra emoção em "Velozes e Furiosos - desafio em Tóquio"; e quando o assunto é velocidade, é só pegar este Ford Mustang Fastback 1967 (escala 1:18)

A bordo de seu poderoso Ford Mustang Fastback GT-390 1968, o tenente Frank Bullitt, personagem do ator Steve McQueen, persegue dois bandidos pelas ruas de São Francisco, numa das cenas mais espetaculares do cinema, em todos os tempos; neste diorama, vemos o Ford Mustang 1967 ao lado do Dodge Charger 1968 (ambos em escala 1:64)

Assista à sensacional perseguição em "Bullitt"

 

 Um dos protagonistas de "Pânico na floresta" dirige este Ford Mustang Hard Top 1964 (escala 1:24)) dentro de uma floresta repleta de suspense e terror

 

Tony Stark (Robert Downey Jr.) é um industrial que vende armas e que se transforma no "Homem de Ferro"; coleciona, em sua garagem, dentre outros, este Ford Mustang Shelby S/C 1965 (escala 1:24)

Início dos anos 60 - corrida de carros pela Califórnia; este é o tema de "American Graffiti", que tem como principais astros também um Ford Mercury Coupe 1949 (escala 1:43) e o famoso Ford Deuce 1932 (escala 1:18), este último cantado em prosa e verso nas música do The Beach Boys

 

 

 

 

 

No início do recente "Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal", dois Ford apostam corrida numa estrada deserta: um Ford 1949 (escala 1:23) e um Deuce 1932 (escala 1:18) 

 Esta Ford F-150 SVT 1999 (escala 1:64) protagoniza o primeiro episódio de "Velozes e Furiosos"

 Com todos os anos de permanência do Ford Modelo T no mercado, não é de se impressionar que a lista de filmes em que ele tenha aparecido seja longa, da época em que era vendido ou de períodos posteriores. Aqui estão quatro, por exemplo: uma cena de "Flyboys", na França, mostra um T conversível 1914; outra película em que o T é usado é "Na Época do Ragtime", de 1981; já o drama sobrenatural "À Espera de um Milagre" traz um T 1926. Mas uma das melhores homenagens foi a Lizzie do filme "Carros", um 1923 Coupe que é a simpática viúva do fundador da cidade de Radiator Springs

 

 

 

Um Ford Bronco 1973 (escala 1:43) é utilizado em "Onde os fracos não têm vez"

 Magia pura. Este é o ingrediente de "Harry Potter e a Câmara Secreta", na famosa cena do Anglia Voador (um Ford Anglia 105 E 1962, como este, em escala 1:18 em resina)

 

 

Era para ser apenas um passeio pelo interior dos Estados Unidos. Mas o casal Bonnie Parker e Clyde Barrow desviaram-se para o mundo do crime, numa escalada de assaltos a bancos e mercearias de beira de estrada, em cinco Estados americanos; fizeram 12 vítimas e terminaram tocaiados e fuzilados por seis oficiais das polícias do Texas e Lousiana, numa estrada deserta de Lousiana, em maio de 1934; o carro da morte do casal, um Ford V8 1934 (este em escala 1:16 em resina), recebeu 187 tiros de espingarda e protagonizou o filme "Uma rajada de balas", com Warren Beatty e Faye Dunaway. Poucos meses antes de morrer, Clyde Barrow escreveu uma carta a Henry Ford, elogiando os Ford V8, "um carro perfeito para as fugas, apesar de minhas atividades não serem estritamente legais"

  

Assista ao trailer do filme "Uma Rajada de Balas", de 1967

Vídeo: imagens reais do cenário de morte do casal Bonnie e Clyde

James Belush, um tira trapalhão, dirige este Ford Mustang 1965 Conversível  (escala 1:24) em "K9, um policial bom pra cachorro"

Com lançamento para 2009, o filme "Transformers 2" traz, dentre outros carros-robôs, este Ford Mustang Saleen (escala 1:42), um ciborg policial

 

"Se o crime é uma doença, eu sou a cura", dizia o justiceiro interpretado por Sylvester Stallone, em "Stallone Cobra", filme no qual dirige um Ford Mercury 1949 (este em escala 1:24)

A namorada de James Bond, o 007, dirige este Ford Thunderbird  2002 (escala 1:24), em "007 - Outro Dia para Morrer"

Os Fords protagonistas de "Carros": fileira de baixo (a partir da esquerda): Sarge (Ford Jeep Willys 1942 - esc. 1:43 resina), Lizzie (Ford Modelo T Coupe 1923), Stanley (Ford Modelo T 1909), Xeriff (Ford Mercury Cruiser 1949), Ford Crow Victoria 2002, Oficial (Ford F-150 Supercrew 2003), Mário Andretti (Ford Fairlane 1967) e Segurança (Ford Expedition 2002); fileira de cima: Xeriff (escala 1:24) e Lizzie (escala 1:12 em madeira)

Além de ter sido feito em resina, o Sarge (Ford Jeep Willys 1942) também aparece em metal, na escala 1:64

Outro personagem secundário é um Ford Fairlane 1955 (esq)

Mais personagens: o segurança da Copa Pistão - um Ford Expedition 2002, e o carro 11, o Mário Andretti (um Ford Fairlane 1967)

Muita trapalhada em "Mr. Bean, o filme", no qual é utilizado um Ford Mustang 1965 Hard Top

O trio de policiais femininas, lideradas por Farrah Fawcett, fez sucesso a bordo deste Ford Mustang Cobra 1976 (escala 1:64), em "As Panteras"

Dentre os carros do filme "Peggy Sue, seu passado à espera", está este Ford Edsel Citation Corsair 1958

Oo ator Patrick Swaize é o protagonista de "Matador de Aluguel" (de 1989), uma história que ocorre em uma cidadezinha americana, onde o manda-chuva local utiliza o Pé Grande (Big Foot) - aqui réplica em 1:18 com motor da Ford F-150 - para destruir uma concessionária de veículos

 

A dupla de detetives Starsky e Hutch protagonizou esse famoso filme e seriado de tv, a bordo de um Ford Gran Torino 1976 (este modelo em resina, escala 1:23)

Durante a Lei Seca, no início dos anos 30, nos Estados Unidos, a cidade de Chicago era dominada por gângsters, dentre os quais o famoso Alphonso Capone, o Al Capone, implacavelmente perseguido pelo agente federal Elliot Ness. Nas ruas, os Fords também dominavam, como estes dois Modelos A - de 1930 Roadster e de 1929 Sedan (ambos de resina em escala 1:18)

Quem vence essa batalha? T-Rex ou o Ford Explorer 1993? Em "Jurassic Park", filme de 1994, dirigido por Steven Spielberg, esta cena assustou muitos espectadores no mundo todo, e provou que a convivência entre homem e dinossauro nunca daria certo

Réplica em resina, escala 1:24 do Ford Explorer 1993 Jurassic Park

No filme "Táxi", estrelado pela famosa Giselle Bundchen, este Ford Crown Victoria (réplica em escala 1:43 de 1999) transforma-se num turbinado táxi que persegue uma gangue de assaltantes pelas ruas de Nova York

Este é o famoso Ford V-8 De Luxe 1933, carro utilizado pelo criminoso John Dillinger em sua segunda fuga da cadeia de Crown Point, em Indiana, em 3 de março de 1934 (Esta réplica na escala 1:18 é feita de resina). No filme "Inimigos Públicos", que estreou no Brasil no dia 24 de julho de 2009 (75 anos após a morte de Dillinger), quem faz o papel do criminoso é o ator Johnny Depp

Dillinger aparentemente usou uma arma moldada por meio de uma barra de sabão, um fato explorado no folclore sobre gângsters. Essa fuga trouxe constrangimentos à xerife Lillian Holley, que ameaçou Dillinger de morte. Dillinger cruzou a fronteira de Indiana-Illinois neste carro, cometendo um crime federal que o colocou sob a mira do FBI

Segundo dados policiais da época, para fugir pela segunda vez da cadeia, Dillinger dominou os guardas usando uma arma esculpida em sabão. Na saída do local, no pátio do prédio da prisão, ele perguntou a um guarda qual era o carro mais rápido ali estacionado, e foi informado de que era um Ford V8 Coupe Deluxe 1933. Dillinger não teve dúvidas: fugiu no automóvel (que pertencia à xerife Lilian Holley), com um dos guardas como refém, atravessou a cidade sem ser percebido e fugiu para Illinois

 

Dillinger não era um ladrão comum: tinha inteligência, ousadia e uma linha de comportamento bem estabelecida. Em seus roubos, ao invadir dezenas de bancos armado e render funcionários e clientes, fazia questão de mostrar que não queria o dinheiro do trabalhador, apenas do banqueiro. Numa época em que as instituições financeiras eram responsabilizadas pela crise econômica que assolava o país, não demorou até que Dillinger se transformasse em celebridade.  E assim ele seguia em sua vida criminosa, indo de cidade em cidade, de banco em banco, acumulando riqueza sem ser pego pela polícia. Ele sabia que sua impunidade dependia da fidelidade não apenas de seus amigos e comparsas, mas também do povo. E sendo adorado, ele dificilmente seria denunciado

Esta é a cadeia de Crown Point, em Indiana, palco da segunda e ousada fuga de Dillinger. O local, atualmente, é ponto turístico na cidade

Foto de 1933 da pousada Little Bohemia, em Wisconsin, de onde Dillinger e a maioria dos integrantes de sua quadrilha fugiu, após um intenso tiroteio com agentes do FBI

Foto do Biograph Theater, em Chicago, onde, na noite de 22 de julho de 1934, o inimigo público dos Estados Unidos, John Dillinger, foi emboscado e morto com três tiros por agentes do FBI que o esperavam na porta do teatro, após ser denunciado por uma de suas namoradas, a romena Ana Sage

A perseguição a Dillinger, liderada pelo agente do FBI, Melvin Purvis, também exigiu do governo americano uma força-tarefa aérea, que disponibilizou o avião Ford Trimotor 4-AT 1930 (esta réplica em metal, escala 1:18) para deslocamentos interestaduais; com esta aeronave, os agentes seguiram para o Estado de Wisconsin, onde, na pousada Little Bohemia, tocaiaram Dillinger e sua gangue, que, milagrosamente, escaparam

Um dos grandes sucessos do cinema-suspense dos anos 80, "Um Lobisomem Americano em Londres", foi dirigido por John Landis (mesmo diretor de Thriller, clipe de Michael Jackson); na cena final, em que o lobisomem é encurralado e morto pela Scotland Yard, um dos carros utilizados pela polícia inglesa é o Ford Prefect (esta réplica é em resina, na escala 1:24)

Esta é a réplica da limusine em que o carismático presidente americano John Fitzgerald Kennedy foi assassinado (Réplica em escala 1:24, do Ford Lincoln Continental 1961). No filme JFK, que ganhou dois Oscars em 1992, o ator Kevin Costner tenta provar à Comissão Warren (encarregada de investigar o caso) a teoria da "bala mágica"

A morte do presidente Kennedy, em 22 de novembro de 1963, em Dallas, Texas, causou uma grande comoção mundial (na época, eu tinha dois anos e meio de idade); no dia do assassinato, o carro conversível (com seus seis ocupantes) foi um alvo fácil para o(s) assassino(s), mesmo a uma distância considerável de cerca de 20 metros

Réplica da limusine em escala 1:43 com os ocupantes: primeiro assento - motorista e um segurança, segundo assento - governador Connally e mulher Nellie, terceiro banco - presidente Kennedy e esposa Jacqueline

O assassinato de John F. Kennedy (1917- 1963), o 35º presidente dos Estados Unidos da América ocorreu numa sexta-feira, 22 de Novembro de 1963, em Dallas, Texas, às 12h30.  Kennedy foi mortalmente ferido por disparos enquanto circulava no automóvel presidencial - um Ford Lincoln Continental Limusine 1961 (apelidado pelo Serviço Secreto americano de X-100),  na Praça Dealey. Foi o quarto presidente dos Estados Unidos a ser assassinado, e o oitavo que morreu no exercício do cargo; características do carro: motor V8, 320 cv, velocidade máxima de 185 km/h, câmbio automático de três marchas, peso de 2.370 kg

O presidente Kennedy estava sentado no banco traseiro do Ford Lincoln, do lado direito; ao lado dele, a esposa Jacqueline; à frente deles estavam o governador do Texas, John Connaly (direita) e a esposa dele; no primeiro banco, além do motorista, sentou-se um segurança

Embora o Continental tenha entrado para a história de forma trágica, sua trajetória começa bem antes. O próprio carro que serviu a Kennedy no dia de seu assassinato ainda serviu às administrações Johnson e Nixon e hoje se encontra no Henry Ford Museum, o museu do grupo Ford. Em 1961 o Continental ressurgia, ainda mais sofisticado e bonito. O objetivo era, mais uma vez, tentar bater a supremacia da Cadillac no setor de luxo, onde a Lincoln vinha perdendo num ritmo de oito para um. A origem do carro é, no mínimo, curiosa. A Ford estava estudando um projeto para um novo Thunderbird de quatro lugares, utilizando como inspiração o Continental Mark II. O presidente da Ford na época, Robert McNamara, viu no projeto um possível desenho para o novo Lincoln, ordenando então que esticassem o carro para transformá-lo em um quatro portas. O resultado agradou tanto que foi aprovado para produção praticamente sem alterações. O festejado Continental de 1961, portanto, nada mais é do que um T-Bird esticado e inspirado no Continental Mark II. A semelhança com o Thunderbird pode ser notada principalmente na dianteira. Batizado de Mark III, o novo carro tinha um belo desenho, de linhas simples e retas, mas bastante elegantes (no detalhe frontal, as bandeiras americana e a do selo da presidência dos EUA)

O suposto segundo tiro que matou o presidente Kennedy foi tão potente que parte do cérebro e do crânio dele caíram para cima da parte traseira da limusine; numa tentativa desesperada de recolher os pedaços, a primeira dama Jacqueline Kennedy curvou-se para trás; nesse momento, um dos seguranças que estavam a pé, acompanhando a comitiva, subiu no parachoque reservado a ele e tentou ajudar, em vão, a esposa da JFK; no detalhe, o estepe, chamado de Continental, que deu nome àquele veículo

O Ford Lincoln Continental modelo 1961 ficou marcado pelo que ocorreu em 22 de Novembro de 1963 em Dallas, Texas. O assassínio do então presidente John Kennedy veio chamar a atenção dos serviços de segurança para a necessidade de proteger este tipo de veículos. Proteger os ocupantes, no entanto, apresenta um problema do ponto de vista político. Veículos como este Lincoln Continental dispunham, por exemplo, de bancos traseiros que podiam ser elevados quase 27cm, para que o presidente tivesse melhor visão, mas ao mesmo tempo para que os transeuntes pudessem ver o presidente. O veículo tinha sido desenhado para mostrar o presidente e não para protegê-lo. Tendo sido baseado no modelo conversivel da Lincoln (divisão da Ford), ele foi fornecido com uma cobertura que permitia a total privacidade dos ocupantes, mas não tinha qualquer tipo de blindagem e mesmo assim atingia um peso superior a 3,5 toneladas. Depois da morte de Kennedy, o veículo voltou ao fabricante para ser modificado e foram-lhe acrescentados quase 1000kg de blindagem em titânio e vidros à prova de bala. A cobertura removível foi fixada definitivamente e o veículo esteve ao serviço dos presidentes norte-americanos até 1977

O Ford Lincoln Continental 1961 está, atualmente, no Museu Henry Ford, em Dearborn, Michigan

 

A rota da comitiva presidencial (que passou pelas ruas de Dallas a uma velocidade de 15 km/h) e os últimos momentos do presidente JFK, assassinado na Praça Dealey, na Elm Street, no centro de Dallas, Texas; no detalhe, é possível ver o local onde estava o cidadão Abraham Zapruder, que, coincidentemente, filmou o momento em que o presidente Kennedy foi morto; o vídeo feito por Zapruder serviu de base para a investigação da Comissão Warren (encarregada do caso)

As duas fotos abaixo mostram o momento em que o presidente Kennedy começava o trajeto da visita ao Texas e, já na Elm Street, os segundos antes de ser alvejado e morto a tiros (à frente dele, no carro, o governador do Texas Connaly, também foi ferido gravemente, mas sobreviveu)

 

 

Os últimos momentos do presidente John Kennedy

Às 11h40 o Air Force One aterra no aeroporto Dallas Lovefield, depois de um curto voo que fez de Fort Worth. A comitiva presidencial põe-se em marcha para o centro de Dallas. Durante o trajeto a comitiva tem que realizar várias paradas para que o presidente saúde as pessoas.

Às 12h30 entra na Praça Dealey e avança pela Rua Houston, e nesse momento leva 6 minutos de atraso. Na esquina das ruas Houston e Elm, a comitiva deve realizar uma volta de 120º para a esquerda, o que obriga à redução da velocidade da limusina.

Depois de passar Elm Street fica frente ao edifício do armazém de livros escolares do Texas, a uma distância de 20 metros.

Logo a seguir a passar o armazém ouviu-se o primeiro disparo dos três que alegadamente faria Lee Harvey Oswald. Calcula-se que nesse momento a comitiva ia a uma velocidade de 15 km/h. A Comissão Warren, encarregada do caso, concluiu posteriormente que um dos três disparos não atingiu o automóvel. Quase todos estão de acordo que Kennedy recebeu dois disparos e que o terceiro disparo, que o atingiu na cabeça, foi o mortal.

O primeiro disparo foi desviado por uma árvore e fez ricochete no cimento, chegando a ferir a testemunha James Tague. 3,5 segundos depois, dá-se o segundo disparo, que chega a Kennedy por trás e sai pela sua garganta, ferindo também o governador do Texas, John Connally.

O presidente deixa de saudar o público e a sua esposa o faz encostar-se no assento. O terceiro disparo ocorre 8,4 segundos depois do primeiro disparo, precisamente quando o automóvel passava em frente da pérgula John Neely Bryan, feita de cimento. Quando o terceiro disparo atingiu a cabeça de Kennedy, Jacqueline Kennedy reagiu saltando para a parte traseira do veículo. Clint Hill, agente dos serviços secretos, conseguiu alcançar a mala do carro na tentativa de ajudar o presidente.

Um cidadão de nome Abraham Zapruder, que filmava a comitiva presidencial, conseguiu captar no seu filme o momento em que Kennedy é alcançado pelos disparos. Este filme é parte do material que a Comissão Warren utilizou na sua investigação do assassinato. Lee Harvey Oswald usou uma espingarda Mannlicher de fabricação italiana, com mira telescópica e mecanismo manual.

Em junho de 1963, cinco meses antes de ser assassinado, o presidente JFK utilizou a mesma limusine para visitar a Alemanha (esta réplica do carro tem escala 1:32); a visita do presidente John Kennedy a Berlim ocidental veio no seguimento das difíceis relações que o presidente norte-americano manteve com a então União Soviética ao longo da sua presidência. Relações que tinham tido um começo atribulado  logo no início do seu mandato com o começo da construção do Muro de Berlim, em agosto de 1961, e continuado na Crise dos Mísseis, em Outubro de 1962

A visita serviu para assegurar aos alemães e aos franceses, partidários de uma resposta dura à crise de Berlim, e aos europeus em geral o empenhamento dos EUA na defesa da Europa Ocidental, após ter conseguido resolver o conflito bilateral que tinha tido com a então URSS

O Presidente Kennedy chegou a Berlim a 26 de Junho de 1963, depois de visitar Bonn, Colônia e Frankfurt, onde havia discursado perante multidões extasiadas. Em Berlim, uma imensa multidão reuniu-se na Rudolph Wilde Platz, (que hoje se chama John F. Kennedy Platz), perto do muro, para ouvir o então presidente americano, que fez o seu discurso mais memorável e o concluiu com a frase que ficou para a história: "Ich bin ein Berliner" ("Sou um cidadão berlinense"). Nessa réplica, vemos os bonecos do presidente Kennedy (em pé, à esquerda), do então presidente da câmara berlinense, Willy Brandt, e do então chanceler alemão, Konrad Adenauer

 

 

O maior desafio do governo Kennedy, nos Estados Unidos, foi a questão social. Embora tivesse apoio do Congresso nos entraves internacionais, sofreu restrições internas e enfrentou forte oposição para levar adiante algumas de suas propostas. Defensor das causas das minorias e do papel de cada cidadão no seu país, suscitou objeção à sua política econômica-social, principalmente da elite conservadora.

E foi no sul do país, onde mais delicada era a tensão racial, que Kennedy decidiu intervir pessoalmente para garantir os direitos civis da população negra. Programou encontros com empresários, industriais e fazendeiros da região para demovê-los da resistência às suas decisões que geravam explosões de violência. Assim, começou a visitar as cidades em carro aberto até a campanha ser interrompida com o triste fim de Kennedy.


Os incidentes com Cuba um ano antes da morte e todo o contexto que vivia Kennedy interna e externamente contribuiram para diversas teorias conspiratórias sobre seu assassinato. Apontado como principal suspeito, Lee Oswald Harvey, foi preso horas após o crime e acabou assassinado dias depois, antes mesmo de prestar depoimento. Em 1964, a Comissão Warren determinou Lee Oswald como o único autor do atentado.

Kennedy tinha 46 anos. Foi o quarto presidente americano assassinado, e perfez a saga da família Kennedy, marcada por sucessivas tragédias.

VÍDEO DO ASSASSINATO DO PRESIDENTE KENNEDY

Em uma Detroit futurista, o combate ao crime organizado passa pela criação de ciborgues, como o Robocop, um policial robô que dirige este Ford Taurus 1986 (réplica em resina, escala 1:18), que tem equipamentos de última geração

O detalhe da placa do carro: um código de barras

Outros detalhes: o logotipo da empresa OCP, do Departamento de Polícia de Detroit, e o computador de bordo