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As limusines
Limusine é um automóvel de grande porte e luxuoso, cujo chassi geralmente é estendido pelo fabricante, a partir de modelos preexistentes de modelos de automóveis de luxo, e são, tradicionalmente, de cor negra ou branca. Possui um teto rígido fixo, quatro ou seis portas laterais, seis vidros laterais no mínimo. As limusines são quase sempre conduzidas por chauffeurs que têm um compartimento separado do restante habitáculo, e fazem muito sucesso entre pessoas ricas e celebridades.
Possuo três famosas réplicas de limusines produzidas pela Ford em escala 1:18: a Ford Excursion 2004 (famosa nos Estados Unidos), a Itamaraty Executivo (de fabricação nacional, feita nos anos 60) e o Ford Lincoln Continental 1961 limusine (escala 1:25, em resina), carro em que foi assassinado em 1963 o presidente John Kennedy.
Ford Itamaraty Executivo 1967 (esquerda, em resina, escala 1:18) e Ford Excursion 2004 (metal, escala 1:18)




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Ford Excursion
A Ford Excursion Limusine é o maior utilitário da linha da Ford e foi baseada na plataforma do caminhão-pickup Super Duty. O modelo oferece um poderoso motor V8 a gasolina e diesel e um V 10 a gasolina. É bem espaçosa com assentos para nove passageiros. Produzida entre 2000 e 2005, a Excursion, que é comum nas ruas de grandes cidades americanas e na Europa, é classificada como um veículo para serviços pesados no comércio e na área rural.
Esta réplica de 2004 (em metal, escala 1:18) traz incríveis detalhes do modelo, como assentos de couro, carpete, garrafas e taças, tudo para conforto dos passageiros.
Detalhes frontais: grade horizontal e parachoque cromado

Esta réplica tem cerca de 40 cm de comprimento; nos detalhes laterais, há seis janelas do lado direito e um grande vidro do lado esquerdo, de onde os passageiros, confortavelmente assentados no sofá, podiam ver o exterior; o vidro é fumê


O interior luxuoso traz assoalho carpetado, bancos de couro e um balcão em que são armazenadas taças e garrafas

O cockipt reservado ao motorista (ou chofeur) também é confortável e é separado do resto do automóvel por um vidro

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Ford Itamaraty Executivo
O projeto de se construir uma limusine no Brasil nasceu na administração do então presidente da Willys-Overland no País William Max Pearce, um americano que iniciou sua carreira como piloto de Edgar Kaiser (filho do magnata do ramo da metalurgia Henry Kaiser, fundador da indústria de automóveis Kaiser-Frazer) e que aceitou o desafio de trabalhar no Brasil, a partir de 1955, quando ocupou os cargos de diretor industrial e diretor administrativo até chegar à presidência da empresa, onde permaneceu até sua transferência para a Ford em 1967.
A limousine era uma boa idéia de marketing desenvolvida por Pearce, pois foi intencionalmente construída em número limitado e com o objetivo de dar ainda mais prestígio à marca. Parte deste marketing incluía a entrega, durante o V Salão do Automóvel, de um modelo com características únicas para o uso exclusivo do Presidente da República. Os outros exemplares serviriam a governadores, ministros e possivelmente alguns empresários.
O projeto de construção do Ford Itamaraty Executivo - a primeira limusine produzida no Brasil - foi do então presidente da Willys no País, Max Pearce; esta réplica é de resina, em escala 1:18

A imprensa especializada já vinha antecipando a existência do projeto e um dos fatores que criaram grande expectativa era a crença de que o automóvel a ser oferecido para a Presidência da República seria equipado com vidros à prova de balas e com carroçaria blindada. Tudo isso ajudou a dar mais notoriedade à limusine.
Finalmente o lançamento oficial se deu no "V Salão do Automóvel", que se realizou no pavilhão do Ibirapuera (em São Paulo) entre 25 de novembro e 12 de dezembro de 1966 com a entrega do modelo Especial (E-340 chassi 05) ao então Presidente da República, o Marechal Castello Branco. Na verdade, este modelo não era blindado, mas possuía alguns equipamentos a mais do que os outros, tais como o rádio transmissor (colocado no porta-malas, com uma bateria suplementar), suportes para os pequenos mastros para as bandeiras nos pára-lamas dianteiros, brasões da República nas colunas da capota e no centro do banco, plataformas escamoteáveis e alças externas para uso dos seguranças além de uma televisão e de um velocímetro no console central do habitáculo traseiro. Somente este veículo, de toda a série, usava o brasão da República nas colunas traseiras e entre os bancos dos passageiros.
No total foram fabricadas apenas 27 limusines no Brasil, sendo dois protótipos, 19 do modelo "Standard" e 6 do modelo "Especial". Sua carroçaria foi desenvolvida em conjunto com a Karmann-Guia, sendo que alguns exemplares têm gravado numa pequena placa nas soleiras das portas traseiras os dizeres "carroçaria Karmann-Guia". A modificação consistiu na inserção de mais alguns centímetros entre as portas e também entre a porta traseira e o porta-malas. Importante notar que parte deste ganho de dimensões foi obtido devido à limitação de espaço para o motorista, já que o banco dianteiro não permite regulagens.
O lançamento do Executivo aconteceu no "V Salão do Automóvel" de São Paulo, em 1966; apenas 27 limusines foram construídas no Brasil; no detalhe das laterais, uma terceira janela, ao centro, que a diferenciava do Ford Aero Willys

O modelo "Standard", que era tecnicamente conhecido como série 6-1152 S-340, era uma versão com diversas características exclusivas, porém menos luxuoso que o modelo "Especial", que era da série 7-1153 E-340.
A grande diferença entre o "Executivo" e o Itamaraty estava no habitáculo para os passageiros, pois havia, na versão "Standard", espaço para 5 pessoas sendo 3 no banco propriamente dito e 2 nos banquinhos escamoteáveis situados nas laterais da parte central do automóvel, vidro elétrico separando o motorista, rádio com 4 faixas de ondas, toca-fitas de cartucho (Clarion Car Stereo), apoio móvel para os pés, detalhes de acabamento em jacarandá-da-Bahia maciços, vidro tipo "ray-ban" no pára-brisas e no vidro traseiro, ar condicionado e uma plaquinha em prata indicando que o veículo havia sido "Fabricado especialmente para...".
A versão "Especial" tinha todos estes requintes, mas com capacidade para 4 passageiros. O banco era separado por um console fixo que possuia um gravador Sony, um barbeador Remington Roll-a-Matic, um toca-fitas de cartucho Clarion Car Stereo, espaço para guardar as fitas cartucho além dos controles de luzes internas, separador de vidro entre as cabines e acendedor de cigarros. Interessante notar que o padrão do estofamento foi inspirado no que fôra usado no Itamaraty 66 sendo então composto de grandes quadrados delineados por costura e com botões nas extremidades.
Os interiores eram sempre em couro, na sua maioria, da cor havana na parte dos passageiros e preto na parte do motorista. Entretanto existe um exemplar com havana nas duas cabines. O estofamento era oferecido nas cores havana, preto, cinza e branco. O interior do modelo standard seguiu a padronagem dos Itamaratys com costuras verticais.
Os automóveis saíram de fábrica geralmente na cor preta pois se conhecem apenas três exemplares de outra cor sendo dois azuis marinho (um deles foi de uso da Willys e posteriormente pintado de preto pela própria fábrica) e um verde cujo atual proprietário pintou de preto. Dos automóveis atualmente conhecidos apenas um não é preto.
O modelo serviu a sete presidentes da República; nele passearam conhecidas autoridades mundiais da época, como a rainha da Inglaterra, Elizabeth II; a então primeira-ministra da Índia, Indira Gandhi, e o então príncipe do Japão, Akhiito

Muitos fatos interessantes ocorreram com os Executivos, mas um é especial e aconteceu com o "Executivo" do Governo do Estado de São Paulo (E-4), quando do governo Abreu Sodré. Certa noite, em meados de 1968, o automóvel foi metralhado no bairro do Pacaembu com o governador à bordo; o mesmo só não se feriu pois estava recostado no banco traseiro com os pés apoiados na banqueta retrátil. Mesma sorte não teve o motorista que foi ferido nas pernas. Consta que, durante a reforma, o atual proprietário teria encontrado uma das balas alojada no interior de uma das portas.
Com exceção do Rolls-Royce da Presidência da República (que foi comprado e não doado pela rainha da Inglaterra como poderemos ver num artigo futuro), nenhum outro automóvel serviu a tantos presidentes e autoridades estrangeiras quanto os "Executivos". Para se ter uma idéia, só o presidencial (E-5) serviu a sete presidentes da República e teve sua última grande aparição pública quando da posse do presidente Collor quando foi usado para levar sua esposa à cerimônia.
Dentre os mais ilustres passageiros que se serviram dos "Executivo" podemos citar a rainha Elisabeth II, da Inglaterra, o Príncipe Akihito e a Princesa Michiko do Japão, a Primeira Ministra da ìndia Indira Ghandi entre outros em visitas que fizeram ao Brasil.
Com todo este passado, é inegável que a limusine Ford Itamaraty Executivo seja não só um clássico, mas um dos automóveis mais interessantes já fabricados no Brasil e que tem lugar assegurado na história de nosso país.
(Por José Antonio Penteado Vignoli, jornalista)
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Ford Lincoln Continental 1961 Limusine (escala 1:24). Embora o Ford Lincoln Continental tenha entrado para a história de forma trágica, sua trajetória começa bem antes. O próprio carro que serviu a Kennedy no dia de seu assassinato ainda serviu às administrações Johnson e Nixon e hoje se encontra no Henry Ford Museum, o museu do grupo Ford.
Em 1961 o Continental ressurgia, ainda mais sofisticado e bonito. O objetivo era, mais uma vez, tentar bater a supremacia da Cadillac no setor de luxo, onde a Lincoln vinha perdendo num ritmo de oito para um. A origem do carro é, no mínimo, curiosa. A Ford estava estudando um projeto para um novo Thunderbird de quatro lugares, utilizando como inspiração o Continental Mark II.
O presidente da Ford na época, Robert McNamara, viu no projeto um possível desenho para o novo Lincoln, ordenando então que esticassem o carro para transformá-lo em um quatro portas. O resultado agradou tanto que foi aprovado para produção praticamente sem alterações. O festejado Continental de 1961, portanto, nada mais é do que um T-Bird esticado e inspirado no Continental Mark II. A semelhança com o Thunderbird pode ser notada principalmente na dianteira. Batizado de Mark III, o novo carro tinha um belo desenho, de linhas simples e retas, mas bastante elegantes.
Características do carro em que foi morto o presidente Kennedy: motor V8, 320 cv, velocidade máxima de 185 km/h, câmbio automático de três marchas, peso de 2.370 kg

O Ford Lincoln Continental modelo 1961 ficou marcado pelo que ocorreu em 22 de Novembro de 1963 em Dallas, Texas. O assassinato do então presidente John Kennedy veio chamar a atenção dos serviços de segurança para a necessidade de proteger este tipo de veículos. Proteger os ocupantes, no entanto, apresenta um problema do ponto de vista político. Veículos como este Lincoln Continental dispunham, por exemplo, de bancos traseiros que podiam ser elevados quase 27cm, para que o presidente tivesse melhor visão, mas ao mesmo tempo para que os transeuntes pudessem ver o presidente. O veículo tinha sido desenhado para mostrar o presidente e não para o proteger. Tendo sido baseado no modelo conversivel da Lincoln (divisão da Ford), foi fornecido com uma cobertura que permitia a total privacidade dos ocupantes, mas não tinha qualquer tipo de blindagem e mesmo assim atingia um peso superior a 3,5 toneladas. Depois da morte de Kennedy, o veículo voltou ao fabricante para ser modificado e foram-lhe acrescentados quase 1000kg de blindagem em titânio e vidros à prova de bala. A cobertura removível foi fixada definitivamente e o veículo esteve ao serviço dos presidentes norteamericanos até 1977

Aqui a limusine em escala 1:43 com toda a comitiva presidencial: estavam no carro, junto com o presidente Kennedy, sua esposa Jacqueline, o governador do Texas, John Connally, e sua mulher, Nellie, o motorista William Greer e um agente do Serviço Secreto, Roy Kellerman

O presidente Kennedy estava sentado à direita no banco de trás da limusine, estando sua esposa Jacqueline à esquerda do assento; no banco do meio estavam o governador Connally e a mulher Nellie; no primeiro assento, o agente Kellerman e o motorista Greer


Esta réplica reproduz com incrível precisão os ocupantes e o interior do Ford Lincoln Continental 1961

Foto real da comitiva poucos minutos antes do assassinato do presidente americano; percebe-se a grande proximidade entre a população texana e o carro

Foto real após o terceiro tiro fatal que acertou o lado direito do crânio do presidente Kennedy; vê-se o momento de terror vivido pela primeira-dama Jacqueline, que se inclinou para trás, a fim de recolher a massa encefálica do marido

Nesta outra foto tirada por uma testemunha mostra que o presidente Kennedy já tinha sido atingido pelo primeiro tiro no pescoço; a bala, além de perfurar a garganta de JFK, atingiu o governador texano, que estava sentado logo à frente; percebem-se, ainda, as árvores de onde, provavelmente, um segundo assassino (nunca identificado) efetuou o tiro fatal que acertou a cabeça do presidente democrata. O primeiro disparo foi desviado por uma árvore e fez ricochete no cimento, chegando a ferir a testemunha James Tague. 3,5 segundos depois, dá-se o segundo disparo, que chega a Kennedy por trás e sai pela sua garganta, ferindo também o governador do Texas, John Connally. O presidente deixa de saudar o público e a sua esposa fá-lo encostar-se no assento. O terceiro disparo ocorre 8,4 segundos depois do primeiro disparo, precisamente quando o automóvel passava em frente da pérgula John Neely Bryan, feita de cimento. Quando o terceiro disparo atingiu a cabeça de Kennedy, Jacqueline Kennedy reagiu saltando para a parte traseira do veículo. Clint Hill, agente dos serviços secretos, conseguiu alcançar a mala do carro na tentativa de ajudar o presidente.

Outro fotografia de testemunha que acompanhava a comitiva presidencial mostra o local em que o assassino Lee Oswald (primeira janela superior) fez o primeiro disparo contra o carro, que ia a uma velocidade de 15km/h

No chão da Rua Elm Street, onde o presidente JFK foi atingido, ficou a marca do primeiro tiro, que ricocheteou nas árvores e acertou o asfato; ao fundo, o prédio do depósito de livros de Dallas, que estava a uma distância de cerca de 20 metros da comitiva

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Criatividade sem limites: esta réplica (escala 1:64) de um Ford Roadster 1932 transformou-se nesta limusine





